Quem és tu afinal?
Perturba-me sermos tão próximos e eu não te conhecer. Se me perguntarem quem és, eu não saberei responder nada.
E hoje vou tirar um tempo do meu dia, disponibilizar-me.
Vou pegar-te pela mão e puxar-te para um café... para que te disponibilizes.
Hoje, vou convidar-te a tirares a tua armadura e a despires-te de ti.
Quero descobrir quem és, o que pensas, o que pensas de mim, de ti e do que se passou.
Sinto que não te conheço mais. Sinto que nunca te conheci.
Portanto, hoje, vou dizer-te tudo o que te diz respeito mas só consegui falar a outros.
Vou perguntar-te porque as pessoas que amas cuidam de ti como se cuida de uma criança de poucos anos e vou perguntar-te se tens a mínima noção das consequências que os teus actos, que eu chamo erros, tiveram em mim. E talvez, hoje, perceba porque não te consigo perdoar nem ver-te como uma pessoa sofredora ou de quem tenho pena, porque não tenho pena de ti!
Depois do café, vou "reapresentar-me" a ti, e vou deixar que faças o mesmo.
Não vou querer mais que me passes ao lado. Hoje quero que passes por mim.
Por último, deixa-me pedir desculpa se a sinceridade das minhas palavras te magoar.
Um dia, quando abrires um espaço da tua agenda "preenchida" convido-te para um café, até lá, vamos continuar a cruzar-nos nos corredores, eu vou continuar a passar-te ao lado.
À minha mãe



